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Código Genético e Síntese Proteica: Atividades

Síntese Proteica

Nos eucariontes, este processo envolve três etapas: transcrição, maturação e tradução

Transcrição

Síntese de mRNA (e também de tRNA e rRNA) a partir de um gene de DNA que contém a informação genética que lhe serve de molde. Só ocorre na presença de RNA-polimerase e ocorre, nos eucariontes, no núcleo e, nos procariontes, no citoplasma. 

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Animação: Transcrição em tempo real de uma molécula de DNA pela RNA Polimerase (crédito: excerto de vídeo do DNA Learning Center do Cold Spring Harbor laboratory)

Transcrição_DNA_Learning_Center.gif

Maturação / Processamento / Splicing

União de exões (sequências de nucleótidos que codificam aminoácidos)  do pré-mRNA, que abandonarão o núcleo por poros da sua membrana, e eliminação dos intrões (sequência de nucleótidos sem significado na síntese proteica, não codificando aminoácidos).

Nos procariontes, este processo não ocorre (quase todo o DNA é codificante) e, nos eucariontes, ocorre no núcleo.


Animação: 'Splicing" dos intrões de uma molécula de RNA por vários spliceossomas (crédito: excerto de vídeo do DNA Learning Center do Cold Spring Harbor laboratory)

Splicing3.gif

Tradução

É a fase em que ocorre a descodificação da mensagem do mRNA para formar uma cadeia polipeptídica/proteína.


As moléculas de tRNA transportam os aminoácidos até ao ribossoma e associam-nos à cadeia em formação, de acordo com a informação contida no mRNA.

Este processo ocorre em todos os seres vivos, no citoplasma. Nos eucariontes, pode ainda ocorrer na membrana do retículo endoplasmático rugoso.


A transcrição pode ser dividida em iniciação, alongamento e terminação, a seguir detalhadas.

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Animação: Tradução, em tempo real, de uma molécula de DNA (a amarelo) num ribossoma (a azul), para síntese de uma proteína (a vermelho), a partir de aminoácidos transportados por tRNA (a verde). Crédito: excerto de vídeo do DNA Learning Center do Cold Spring Harbor laboratory.

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Código Genético e Síntese Proteica: Atualidades

Etapas da Tradução

Iniciação

  • Ligação do mRNA  à subunidade menor do ribossoma

  • O tRNA que transporta a metionina liga-se ao codão AUG

  • Junção da subunidade maior do ribossoma, com ligação do seu local P ao tRNA

  • O ribossoma fica funcional


Crédito da Imagem: adaptado de  Campbell e Reese (2005) Biology 8ª Edição. Capítulo 17: From gene to protein. Ed. Benjamin Cummings (Pearson Education)

iniciação tradução.png
ALONGAMENTO 2.png

Alongamento

  • Ligação de um novo tRNA com outro aminoácido  ao local A da subunidade maior

  • Ligação peptídica entre os dois aminoácidos

  • O ribossoma avança para o codão seguinte (com libertação do primeiro tRNA e passagem do segundo para o local P)

  • O processo repete-se

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Crédito da Imagem: adaptado de  Campbell e Reese (2005) Biology 8ª Edição. Capítulo 17: From gene to protein. Ed. Benjamin Cummings (Pearson Education)

Finalização / Terminação

  • O ribossoma chega ao codão de terminação (pode ser UAA, UAG ou UGA, que não codificam nenhum aminoácido)

  • Um fator de dissociação reconhece o codão de terminação e desencadeia a libertação do polipéptido

  • A cadeia polipeptídica é libertada (adquirindo estrutura tridimensional depois, por transformações sofridas no RER e no Complexo de Golgi)

  • As subunidades separam-se, podendo ser reutilizadas

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Crédito da Imagem: adaptado de  Campbell e Reese (2005) Biology 8ª Edição. Capítulo 17: From gene to protein. Ed. Benjamin Cummings (Pearson Education)

finalização.png
Código Genético e Síntese Proteica: Sobre
alongamento2.gif

Características da Síntese proteica

  • Complexidade ( intervêm vários agentes, como DNA, mRNA, enzimas, ATP, ...)

  • Rapidez (necessidade de muitas proteínas num curto espaço de tempo)

  • Amplificação (formação de muitas proteínas iguais  pela transcrição da mesma zona de DNA várias vezes ou descodificação da mesma mensagem por vários ribossomas simultaneamente)

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NOTA: o conjunto de vários ribossomas ligados a um mesmo filamento de mRNA é visível ao microscópio eletrónico e designa-se polirribossoma/polissoma

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Animação pelas "Amoeba Sisters" (https://www.amoebasisters.com/gifs.html)

código_genético_simples.jpg

Relação entre Ácidos nucleicos e Proteínas

A forma, estrutura e atividade das células são reguladas pela presença de proteínas, sendo que o DNA contém a informação para a sua síntese, regulando assim as características da célula mencionadas.

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Tripletos são conjuntos de três nucleótidos consecutivos, designados de codogenes (no DNA), codões (no mRNA) ou anticodões (no tRNA). Todos estes intervêm na síntese proteica, sendo que o conjunto dos codões e da sua correspondência com aminoácidos constitui o código genético.

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Crédito da Imagem: Saier, Jr. MH (2019) Understanding the Genetic Code. Journal of Bacteriology 201 (15)

Código Genético e Síntese Proteica: Sobre
Código Genético e Síntese Proteica: Programa acadêmico

Propriedades do Código Genético

  • Universalidade (cada codão tem a mesma função em quase todos os seres vivos, sendo um argumento a favor da teoria da origem comum dos seres vivos)

  •  Redundância/degenerescência (o código genético é degenerado, ou seja, codões diferentes podem codificar o mesmo aminoácido)

  • Precisão (o código genético não é ambíguo, ou seja, o mesmo codão não codifica aminoácidos diferentes)

  • Especificidade de nucleótidos (os dois primeiros nucleótidos de cada codão são os mais específicos)

  • Codão de iniciação (o codão AUG inicia a leitura do código e codifica a metionina)

  • Codões de terminação (os codões UAA, UGA e UAG terminam a síntese proteica)

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Crédito da imagem: Fotografia por Robin Hammond (National Geographic)

código genético.jpg

Trabalho realizado por Guilherme Carvalho Franco Ferreira, do 11.º B, da Escola Básica e Secundária de Águas Santas 
no âmbito da disciplina de Biologia e do Geologia e com a orientação da Professora Lurdes Cardoso.

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